Dezenas de quilos de tampinhas de garrafas pet, lacres de latas, cartelas de remédio, esponjas e canetas deixaram de ir para o lixo e poluir o meio ambiente graças a um projeto desenvolvido pela instituição

Tampinhas e outros produtos são recolhidos nos eco pontos do campus e sede administrativa

O projeto Des.tampa, desenvolvido desde 2021 pelo Centro Universitário Cidade Verde (UniCV), tem sido responsável por evitar que dezenas de quilos de tampinhas de garrafas pet, lacres de latas de cerveja e refrigerante, cartelas de remédio, esponjas e canetas acabem no lixo e prejudiquem o meio ambiente.

No ano passado, o projeto conseguiu arrecadar mais de 370 quilos desses materiais, que foram destinados a entidades como a Apae e a Cooper Canção. Elas vendem esses resíduos para empresas de reciclagem e aproveitam os recursos para algumas de suas necessidades.

Somente a Apae recebeu 180 quilos de tampinhas do UniCV em 2022. A responsável pelo projeto na entidade, Cynthia Maiorquim Trovo, conta que parte das tampinhas é utilizada em ações pedagógicas com os alunos e parte vendida para uma empresa local, que faz a transformação do material. Segundo ela, o dinheiro arrecadado com as vendas ajuda a entidade a cuidar da sua manutenção.

O projeto

O projeto Des.tampa foi criado com a finalidade de praticar a responsabilidade no campo ambiental e social, envolvendo tanto a comunidade acadêmica (alunos, professores e colaboradores) quanto externa.

A coordenadora de Responsabilidade Social do UniCV, Izabeth Silveira, informa que a instituição realiza diversas campanhas de incentivo para despertar a consciência do seu público quanto à responsabilidade ambiental e já nota que há um impacto de uma pessoa sobre a outra neste tipo de ação. “Não só o público universitário tem coletado esses resíduos. Há pessoas da comunidade que tomaram conhecimento do projeto, estão separando e trazendo esse material para os nossos pontos de coleta, no campus universitário ou sede administrativa”, esclarece.

Sueli Vieira Machado é uma dessas pessoas. Ela começou a juntar os materiais desde que viu as tampinhas na casa de sua filha, que trabalha na instituição, e ficou sabendo da finalidade da coleta. No ano passado, chegou a levar quatro sacolas de supermercado cheias de tampinhas, recolhidas em sua casa, com os vizinhos e até mesmo nas ruas.

“A gente acha insignificante uma simples tampinha, mas quando reunimos várias, o volume se torna grande e percebemos, então, o quanto esse lixo pode ser prejudicial para o nosso meio ambiente”, diz ela, lembrando inclusive que as tampinhas acumulam água e podem ser criadouros do mosquito da dengue.

Para Izabeth Silveira, o desenvolvimento do projeto se justifica pelo contexto social em que está inserido. “É fundamental o esforço de sensibilizar as pessoas quanto à importância da mudança de conduta em relação ao mundo em que vivemos, que deixaremos para as próximas gerações e à necessidade de preservação de todas as espécies”, conclui.

Estima-se que o tempo de decomposição das tampas de garrafa pet, lata de alumínio e tampa de caneta na natureza seja de 100 a 500 anos. Para as esponjas e cartelas de remédio não há tempo estimado.

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